O que é uma terapia ?

Ou uma análise ?

Muita gente ainda tem dúvidas ou até certo receio quando ouve falar em terapia ou análise. Isso é compreensível. Vivemos em uma cultura que, por muito tempo, associou o cuidado com a saúde mental à ideia de “loucura”, fraqueza ou descontrole. Mas fazer análise não significa ser “doente”, “pior” ou alguém que precisa ser corrigido. Pelo contrário: procurar uma escuta qualificada é um gesto de coragem, de responsabilidade consigo e com a própria vida.

Aqui, vamos usar o termo análise para falar do atendimento clínico individual com um psicanalista. Na minha formação, tomo a psicanálise lacaniana como uma aposta — por reconhecer nela um corpo teórico e clínico que não recusa o desconhecimento, mas que justamente sustenta seu trabalho sobre aquilo que escapa, falta e nos angustia. É a partir daí que se torna possível criar com as novas e antigas histórias, novos modos de se relacionar com elas, de contá-las e recontá-las, novos laços.

No dia a dia, as pessoas costumam chamar esse espaço de “terapia” – e está tudo bem. A diferença entre os termos importa mais para os profissionais do que para quem procura ajuda. O que importa, de fato, é saber que se trata de um espaço de fala, escuta e elaboração do sofrimento.

Assim como aprendemos a procurar um médico quando sentimos dores físicas – uma enxaqueca, um desconforto no estômago – também podemos buscar a análise quando algo dentro de nós dói: uma tristeza que não passa, um medo que nos paralisa, repetições que nos machucam. Na análise, contamos nossa história, falamos do que nos atravessa, do que nos angustia. E, com o tempo, podemos encontrar outras formas de olhar para isso – menos duras, mais leves.

A escuta psicanalítica não busca corrigir comportamentos, tampouco oferecer conselhos prontos. Ela se interessa pelos lapsos, pelos silêncios, pelos pequenos tropeços da fala — esses sinais que apontam para o inconsciente, aquilo que a gente ainda não sabe que sabe. É nesse movimento que a análise pode transformar nossa relação com a história, os outros e conosco mesmos.

Fazer análise é criar uma possibilidade de espaço onde podemos existir com menos julgamento, onde nossas contradições têm lugar, e onde a nossa história pode ser revista e reinventada. Isso não nos faz “errados”. Nos faz humanos. E nesse percurso, pode ser que a gente encontre novas formas de viver, de desejar e de falar sobre o que já nos fez tanto sofrer.

Se algo que você leu aqui ressoou em você, a análise está disponível para quem estiver disponível deste encontro consigo, no seu tempo e ritmo.

Não há diferenças, do ponto de vista da profundidade, da factibilidade ou da eficácia, entre os atendimentos presenciais e os online. Em um mundo cada vez mais conectado, as possibilidades de cuidado à distância têm se mostrado confiáveis e seguras.

Meus atendimentos online são realizados pela plataforma Zoom, garantindo a segurança e o sigilo necessários para respeitar o compromisso ético da análise. Para que você possa se sentir à vontade, recomendo que esteja em um ambiente confortável, onde possa falar com tranquilidade, sem interrupções ou preocupações de que alguém possa escutar.

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